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Substâncias Psicoativas

As Substâncias Psicoativas são todas as substâncias que alteram o funcionamento normal do cérebro, causando alterações subjetivas da consciência. Estas alterações influenciam no humor, sentidos e estados, sendo utilizadas como fonte de prazer. Também podem ser utilizadas para aumentar a criatividade, a concentração e mudar a visão de mundo do usuário, por isso são defendidas por inúmeros artistas e músicos, que muitas vezes abusam do seu uso. O uso recorrente de algumas destas substâncias pode gerar Dependência Física ou Psicológica, formando um ciclo de uso mais difícil de ser quebrado, quase impossibilitando o usuário de largar a droga. Quando o consumo de algum tipo de substância que cause algum tipo de dependência é interrompido, o usuário sofre com a chamada Abstinência, que pode variar entre nervosismo, frio na barriga ou calafrios, ou nos casos mais graves alucinações e convulsões, que podem levar à morte. Nestes casos o dependente deve procurar tratamento médico e até clínicas de reabilitação para danos maiores não ocorrerem aos usuários.

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O uso deste tipo de substância está em constante debate devido à esse potencial de abuso e dependência. Muitos governos atualmente criam leis para proibir, restringir ou regulamentar a produção e venda destas substâncias.


História

É provado que o uso de substâncias psicoativas pode ser tão antigo quanto o homem. Os cientistas acreditam que desde a pré-história o homem tem o desejo de alterar seu estado de conciência, assim como saciar a sede, a fome ou o desejo sexual. Uma prova desta necessidade humana são as crianças, que desde pequenas gostam de rodar, pular ou escorregar, alterando sua percepção da realidade. Evidências arqueológicas comprovam que pelo menos há 10 mil anos já se usavam drogas, e evidências culturais trazem consigo estas substâncias à pelo menos 5 mil anos.

Esta necessidade de alterar a percepção da realidade não se limita aos humanos. Alguns animais consomem também alguns frutos, plantas, fungos ou animais em decomposição, que alteram o funcionamento do cérebro deles. Um exemplo são os gatos, que tem preferência em consumir a planta Nepeta[1], também chamada de erva dos gatos, que faz com que o instinto predador dos felinos seja estimulado. Desta forma, os cientistas acreditam que as drogas psicoativas caminharam junto à evolução, pois nem todos os animais tem capacidade de processar as substâncias para que sejam utilizadas no cérebro. Isso inclui os humanos, acredita-se que o processamento do álcool foi um ganho evolucionário para a espécie humana, sendo que aqueles que conseguiam processar o álcool no fígado se destacavam em relação aos outros devido ao aumento da sociabilidade e do calor sentido, desta forma o álcool foi um seletor evolucionário. Ou seja, só somos alterados pelo efeito do álcool pois ele foi necessário para nossa sobrevivência um dia.